Povos do Cerrado: Mapeamento de Comunidades Tradicionais

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O Cerrado tem uma riquíssima sociobiodiversidade. São inúmeras comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, agroextrativistas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, entre tantas outras que ocupam tradicionalmente o bioma. 
 
São comunidades que possuem forte relação de pertencimento com essas regiões e levam tradição em suas diferentes formas de conviver com o cerrado em pé. Seus conhecimentos, modos de vida, identidades, práticas culturais e econômicas dependem diretamente da preservação do território.

Programa Povos do Cerrado busca mapear e fortalecer a territorialidade de comunidades tradicionais da agricultura familiar que vivem no Cerrado. 
 
A estratégia do Programa envolve identificação de comunidades, suporte para mapeamento e cadastro no aplicativo “Tô no Mapa”, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Instituto Sociedade População e Natureza (ISPN) e Rede Cerrado. 
 
As comunidades inscritas no Programa Povos do Cerrado podem optar por receber capacitação para uso do Sistema Suindara de Alertas de Queimadas e Desmatamento, ferramenta desenvolvida pelo Instituto Cerrados para o monitoramento de áreas parceiras.

Além do Guia de Formalização de Territórios, um documento inédito que aponta os caminhos institucionais que cada tipo de comunidade deve percorrer para iniciar a regularização de seus territórios.

Realizamos ações desse programa com o apoio do Good Growth Partnership (GGP), Global Environment Facility (GEF), em português Fundo Global para o Meio Ambiente, WWF-Brasil, bem como Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Instituto Sociedade População e Natureza (ISPN), Rede Cerrado, Climate and Land Alliance – CLUA, e Global Witness.
 

Fonte: Inpe

Plataforma Tô no Mapa

Visibilidade e Proteção das Comunidades Tradicionais do Cerrado

A plataforma Povoado reúne dados coletados por meio de revisão bibliográfica e públicos disponíveis na internet, com o intuito de oferecer uma visão panorâmica da dimensão, distribuição, segmentos dos povos e comunidades tradicionais do Brasil, com início no Bioma Cerrado.

Essa plataforma faz parte da iniciativa “Tô no Mapa” que busca trazer visibilidade a essas comunidades, seus territórios e direitos. Essa plataforma se soma a outros esforços de visibilidade, proteção, reconhecimento e valorização das comunidades tradicionais.

A Plataforma Povoado conta com melhoramento contínuo e colaborativo. Caso você identifique alguma informação que possa ser aperfeiçoada ou adicionada envie sua colaboração e ajude a ampliar o reconhecimento desses povos e comunidades que guardam nossas raízes.

Guia Geral de Formalização dos Territórios Tradicionais

Caminhos para o reconhecimento de Comunidades Tradicionais

A partir do mapeamento de comunidades tradicionais, o projeto Povos do Cerrado identificou a dificuldade das comunidades no entendimento sobre o processo de reconhecimento e regularização fundiária de seus territórios. As informações se encontram dispersas em diferentes órgãos, o que dificulta o acesso e o entendimento pelos interessados.

O Guia Geral de Formalização de Territórios Tradicionais reúne informações sobre o caminho que cada tipo de comunidade deve percorrer para a formalização de seus territórios. O objetivo do Guia é orientar as comunidades tradicionais para o reconhecimento e a regularização de seus territórios.

O Guia, elaborado pelo Instituto Cerrados em consulta com o Ministério Público Federal (MPF), ISPN e Rede Cerrado, é compartilhado com os representantes das comunidades a partir do Pré-Cadastro junto ao Povos do Cerrado.

Por que é importante mapear as comunidades tradicionais do Cerrado?

O Cerrado tem uma riquíssima sociobiodiversidade. São inúmeras comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, agroextrativistas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, entre tantas outras que ocupam tradicionalmente o bioma. São comunidades que possuem forte relação de pertencimento com essas regiões e levam tradição em suas diferentes formas de conviver com o cerrado em pé. Seus conhecimentos, modos de vida, identidades, práticas culturais e econômicas dependem diretamente da preservação do território.

A ausência de dados oficiais sobre essas comunidades e a intensa ocupação agropecuária no Cerrado, em especial voltadas à exportação de produtos agrícolas, torna imprescindível o fortalecimento e mobilização dos povos tradicionais que ocupam áreas onde os mapas oficiais apontam para vazios populacionais.

Essa invisibilidade dificulta o acesso aos direitos sociais e se torna um desafio na luta pelo reconhecimento dos territórios tradicionalmente ocupados. O Povos do Cerrado atua no âmbito da valorização e visibilidade das comunidades tradicionais do Cerrado para que a sociedade como um todo tenha dimensão de sua contribuição para a cultura, economia e, principalmente, conservação ambiental.

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